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50 atletas mais comercializáveis: o que o ranking ensina às marcas

Tenista bielorrussa Aryna Sabalenka lidera a lista de 2026; Brasil tem três nomes e todos caíram em relação a 2025

28 de outubro de 2026Por Equipe Layup4 min de leitura
Aryna Sabalenka, líder do ranking dos atletas mais comercializáveis de 2026
Aryna Sabalenka, líder do ranking dos atletas mais comercializáveis de 2026

A SportsPro, em parceria com a NorthStar Solutions Group, divulgou nesta semana a 17ª edição da sua lista dos 50 atletas mais comercializáveis do mundo. No topo está a tenista Aryna Sabalenka, que em 2025 aparecia apenas em 27º. Logo atrás vêm a esquiadora Eileen Gu e o jogador de basquete Giannis Antetokounmpo.

Mais do que a ordem dos nomes, o que interessa a quem investe em esporte é como a lista é feita. E ali estão boas lições para qualquer marca que pensa em ter um atleta como embaixador.

Valor comercial não é número de seguidores

O estudo partiu de 1.202 atletas de 70 modalidades e avaliou a fundo 247 deles, com 27 indicadores e mais de 3 mil parcerias com marcas analisadas, entre julho de 2025 e junho de 2026. A nota, de 0 a 100, se divide em três partes:

  • Força da marca pessoal (até 45 pontos): reputação, alcance e relação com o público;
  • Momento (até 40 pontos): o quanto o interesse comercial pelo atleta está crescendo agora;
  • Trajetória futura (até 15 pontos): o potencial dos próximos anos e de novos mercados.

Os próprios autores avisam: a lista não é a dos atletas que mais ganham nem a dos que têm mais seguidores. É por isso que um jogador de basquete de 19 anos, ainda no universitário, aparece em 10º, e uma patinadora que acabou de ganhar o ouro olímpico de inverno estreia em 6º.

Para a marca, a pergunta certa não é “quem é o mais famoso?”, e sim “quem está subindo, combina com o meu público e vai continuar relevante durante o meu contrato?”.

O Brasil no ranking

Três brasileiros entraram no top 50: Vinicius Júnior (20º), Neymar (24º) e Rayssa Leal (42º). Os três caíram em relação à edição de 2025, quando estavam em 14º, 6º e 12º. Rebeca Andrade, Raphinha e Rodrygo, que estavam na lista do ano passado, ficaram de fora.

A leitura não é de perda de valor desses atletas no Brasil, mas de como o critério “momento” pesa: em um ano de Copa do Mundo e de Jogos de Inverno, quem esteve no centro dos grandes palcos internacionais ganhou espaço. Rayssa, com 18 anos, segue sendo a atleta mais jovem de todo o ranking.

Três lições para quem patrocina atletas

1. Momento vale quase tanto quanto fama. Com 40 dos 100 pontos, o crescimento recente pesa muito. Entrar cedo com um atleta em ascensão costuma custar menos e render mais do que chegar quando ele já está no auge.

2. Diversificar modalidade amplia o alcance. O basquete tem 13 nomes na lista, mais que o futebol (11). Tênis, críquete, automobilismo, skate e ginástica também aparecem. No Brasil, vôlei, basquete, skate e automobilismo também têm públicos fiéis e podem ser uma porta de entrada para marcas que querem fugir da disputa do futebol.

3. Atletas mulheres são oportunidade, não nicho. São 16 mulheres entre os 50, e a líder do ranking é uma delas (a 4ª mulher a liderar desde 2010). A presença feminina caiu em relação a 2025 (20), o que mostra espaço ainda pouco ocupado por marcas.

Como a Layup olha para isso

Na Layup, a escolha de um atleta embaixador segue a mesma lógica do ranking: marca pessoal, momento e futuro, sempre cruzados com o público e o objetivo de quem patrocina. O atleta certo não é necessariamente o mais caro, e sim o que conecta a marca às pessoas certas na hora certa.

A lista completa

  1. Aryna Sabalenka (Belarus, tênis)
  2. Eileen Gu (China, esqui estilo livre)
  3. Giannis Antetokounmpo (Grécia, basquete)
  4. Erling Haaland (Noruega, futebol)
  5. Carlos Alcaraz (Espanha, tênis)
  6. Alysa Liu (EUA, patinação artística)
  7. Victor Wembanyama (França, basquete)
  8. Alexander Zverev (Alemanha, tênis)
  9. Charles Leclerc (Mônaco, automobilismo)
  10. AJ Dybantsa (EUA, basquete)
  11. Jalen Brunson (EUA, basquete)
  12. Sunisa Lee (EUA, ginástica artística)
  13. Shubman Gill (Índia, críquete)
  14. Cristiano Ronaldo (Portugal, futebol)
  15. Caitlin Clark (EUA, basquete)
  16. Karl-Anthony Towns (República Dominicana, basquete)
  17. Iga Swiatek (Polônia, tênis)
  18. Shohei Ohtani (Japão, beisebol)
  19. Kylian Mbappé (França, futebol)
  20. Vinicius Júnior (Brasil, futebol)
  21. Naomi Osaka (Japão, tênis)
  22. Lewis Hamilton (Reino Unido, automobilismo)
  23. Lamine Yamal (Espanha, futebol)
  24. Neymar (Brasil, futebol)
  25. Fernando Mendoza (EUA, futebol americano)
  26. LeBron James (EUA, basquete)
  27. Lionel Messi (Argentina, futebol)
  28. Sophie Cunningham (EUA, basquete)
  29. Alessia Russo (Inglaterra, futebol)
  30. Angel Reese (EUA, basquete)
  31. Jemimah Rodrigues (Índia, críquete)
  32. Coco Gauff (EUA, tênis)
  33. Nelly Korda (EUA, golfe)
  34. Alphonso Davies (Canadá, futebol)
  35. Jannik Sinner (Itália, tênis)
  36. Rishabh Pant (Índia, críquete)
  37. Smriti Mandhana (Índia, críquete)
  38. Christian McCaffrey (EUA, futebol americano)
  39. Jasprit Bumrah (Índia, críquete)
  40. VJ Edgecombe (Bahamas, basquete)
  41. Ilia Topuria (Espanha, MMA)
  42. Rayssa Leal (Brasil, skate)
  43. Myles Garrett (EUA, futebol americano)
  44. Cade Cunningham (EUA, basquete)
  45. Harry Kane (Inglaterra, futebol)
  46. Novak Djokovic (Sérvia, tênis)
  47. Alexia Putellas (Espanha, futebol)
  48. Max Verstappen (Holanda, automobilismo)
  49. Jared McCain (EUA, basquete)
  50. Devin Booker (EUA, basquete)

Fonte: SportsPro / NorthStar Solutions Group, “50 Most Marketable Athletes 2026”.

Fontes: SportsPro / NorthStar Solutions Group, "50 Most Marketable Athletes 2026"

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