A SportsPro, em parceria com a NorthStar Solutions Group, divulgou nesta semana a 17ª edição da sua lista dos 50 atletas mais comercializáveis do mundo. No topo está a tenista Aryna Sabalenka, que em 2025 aparecia apenas em 27º. Logo atrás vêm a esquiadora Eileen Gu e o jogador de basquete Giannis Antetokounmpo.
Mais do que a ordem dos nomes, o que interessa a quem investe em esporte é como a lista é feita. E ali estão boas lições para qualquer marca que pensa em ter um atleta como embaixador.
Valor comercial não é número de seguidores
O estudo partiu de 1.202 atletas de 70 modalidades e avaliou a fundo 247 deles, com 27 indicadores e mais de 3 mil parcerias com marcas analisadas, entre julho de 2025 e junho de 2026. A nota, de 0 a 100, se divide em três partes:
- Força da marca pessoal (até 45 pontos): reputação, alcance e relação com o público;
- Momento (até 40 pontos): o quanto o interesse comercial pelo atleta está crescendo agora;
- Trajetória futura (até 15 pontos): o potencial dos próximos anos e de novos mercados.
Os próprios autores avisam: a lista não é a dos atletas que mais ganham nem a dos que têm mais seguidores. É por isso que um jogador de basquete de 19 anos, ainda no universitário, aparece em 10º, e uma patinadora que acabou de ganhar o ouro olímpico de inverno estreia em 6º.
Para a marca, a pergunta certa não é “quem é o mais famoso?”, e sim “quem está subindo, combina com o meu público e vai continuar relevante durante o meu contrato?”.
O Brasil no ranking
Três brasileiros entraram no top 50: Vinicius Júnior (20º), Neymar (24º) e Rayssa Leal (42º). Os três caíram em relação à edição de 2025, quando estavam em 14º, 6º e 12º. Rebeca Andrade, Raphinha e Rodrygo, que estavam na lista do ano passado, ficaram de fora.
A leitura não é de perda de valor desses atletas no Brasil, mas de como o critério “momento” pesa: em um ano de Copa do Mundo e de Jogos de Inverno, quem esteve no centro dos grandes palcos internacionais ganhou espaço. Rayssa, com 18 anos, segue sendo a atleta mais jovem de todo o ranking.
Três lições para quem patrocina atletas
1. Momento vale quase tanto quanto fama. Com 40 dos 100 pontos, o crescimento recente pesa muito. Entrar cedo com um atleta em ascensão costuma custar menos e render mais do que chegar quando ele já está no auge.
2. Diversificar modalidade amplia o alcance. O basquete tem 13 nomes na lista, mais que o futebol (11). Tênis, críquete, automobilismo, skate e ginástica também aparecem. No Brasil, vôlei, basquete, skate e automobilismo também têm públicos fiéis e podem ser uma porta de entrada para marcas que querem fugir da disputa do futebol.
3. Atletas mulheres são oportunidade, não nicho. São 16 mulheres entre os 50, e a líder do ranking é uma delas (a 4ª mulher a liderar desde 2010). A presença feminina caiu em relação a 2025 (20), o que mostra espaço ainda pouco ocupado por marcas.
Como a Layup olha para isso
Na Layup, a escolha de um atleta embaixador segue a mesma lógica do ranking: marca pessoal, momento e futuro, sempre cruzados com o público e o objetivo de quem patrocina. O atleta certo não é necessariamente o mais caro, e sim o que conecta a marca às pessoas certas na hora certa.
A lista completa
- Aryna Sabalenka (Belarus, tênis)
- Eileen Gu (China, esqui estilo livre)
- Giannis Antetokounmpo (Grécia, basquete)
- Erling Haaland (Noruega, futebol)
- Carlos Alcaraz (Espanha, tênis)
- Alysa Liu (EUA, patinação artística)
- Victor Wembanyama (França, basquete)
- Alexander Zverev (Alemanha, tênis)
- Charles Leclerc (Mônaco, automobilismo)
- AJ Dybantsa (EUA, basquete)
- Jalen Brunson (EUA, basquete)
- Sunisa Lee (EUA, ginástica artística)
- Shubman Gill (Índia, críquete)
- Cristiano Ronaldo (Portugal, futebol)
- Caitlin Clark (EUA, basquete)
- Karl-Anthony Towns (República Dominicana, basquete)
- Iga Swiatek (Polônia, tênis)
- Shohei Ohtani (Japão, beisebol)
- Kylian Mbappé (França, futebol)
- Vinicius Júnior (Brasil, futebol)
- Naomi Osaka (Japão, tênis)
- Lewis Hamilton (Reino Unido, automobilismo)
- Lamine Yamal (Espanha, futebol)
- Neymar (Brasil, futebol)
- Fernando Mendoza (EUA, futebol americano)
- LeBron James (EUA, basquete)
- Lionel Messi (Argentina, futebol)
- Sophie Cunningham (EUA, basquete)
- Alessia Russo (Inglaterra, futebol)
- Angel Reese (EUA, basquete)
- Jemimah Rodrigues (Índia, críquete)
- Coco Gauff (EUA, tênis)
- Nelly Korda (EUA, golfe)
- Alphonso Davies (Canadá, futebol)
- Jannik Sinner (Itália, tênis)
- Rishabh Pant (Índia, críquete)
- Smriti Mandhana (Índia, críquete)
- Christian McCaffrey (EUA, futebol americano)
- Jasprit Bumrah (Índia, críquete)
- VJ Edgecombe (Bahamas, basquete)
- Ilia Topuria (Espanha, MMA)
- Rayssa Leal (Brasil, skate)
- Myles Garrett (EUA, futebol americano)
- Cade Cunningham (EUA, basquete)
- Harry Kane (Inglaterra, futebol)
- Novak Djokovic (Sérvia, tênis)
- Alexia Putellas (Espanha, futebol)
- Max Verstappen (Holanda, automobilismo)
- Jared McCain (EUA, basquete)
- Devin Booker (EUA, basquete)
Fonte: SportsPro / NorthStar Solutions Group, “50 Most Marketable Athletes 2026”.
Fontes: SportsPro / NorthStar Solutions Group, "50 Most Marketable Athletes 2026"



