Início / Notícias / Artigos

Marketing esportivo

200 influenciadores nos playoffs: o que o futebol brasileiro pode aprender com a MLB

A MLB abriu os estádios para criadores de conteúdo e virou referência em estratégia de influenciadores no esporte.

28 de outubro de 2026Por Equipe Layup4 min de leitura
Jogadores comemoram em jogo da pós-temporada da MLB.
Jogadores comemoram em jogo da pós-temporada da MLB.
Influenciadores nos playoffs 2026200+

criadores convidados para a pós-temporada

Visualizações esperadas100 mi+

meta de alcance do conteúdo dos criadores

Pós-temporada 202586 mi

visualizações com 130 influenciadores, sem pagamento

All-Star Week1.000+

conteúdos publicados, contra 126 em 2025

Em resumo: a MLB, liga profissional de beisebol dos Estados Unidos, convidou mais de 200 influenciadores para a pós-temporada de 2026 e espera mais de 100 milhões de visualizações com o conteúdo deles. Em vez de pagar por posts, a liga entrega acesso, regras claras e liberdade criativa. Para o esporte brasileiro, onde a torcida já é a maior influenciadora, a lição é direta: quem abre a porta do estádio para o criador certo multiplica o alcance sem perder a autenticidade.

O que a MLB fez de diferente em 2026?

A liga americana transformou a pós-temporada em uma grande “casa aberta” para criadores de conteúdo. Mais de 200 influenciadores devem passar pelos jogos decisivos, com acesso que vai além da arquibancada, e a expectativa é de mais de 100 milhões de visualizações.

A filosofia é a de ser o palco: a MLB cria as condições e o criador conta a história do jeito dele. Há orientações para evitar problemas dentro do estádio, como equipamentos de iluminação que atrapalham o jogo, mas não há roteiro imposto.

Os números por trás da estratégia

A evolução em dois anos mostra por que a liga apostou nesse caminho. Em 2024, foram 32 influenciadores, na maioria pagos. Em 2025, a pós-temporada reuniu 130 criadores, sem pagamento, que geraram cerca de 1.150 conteúdos, mais de 86 milhões de visualizações e 7,9 milhões de engajamentos. Na temporada regular de 2026, o programa chegou a cerca de 250 criadores e mais de 300 milhões de visualizações.

No All-Star Week, a liga reuniu mais de 70 influenciadores e passou de 126 para mais de 1.000 conteúdos publicados na comparação com 2025, com alta de cerca de 139% nas visualizações.

Como a liga escolhe quem entra?

A seleção começa pelos nichos culturais: moda, gastronomia, família, viagens e outros universos que não são o esporte “raiz”. O critério é a conexão genuína do criador com o jogo e o respeito às regras. Depois, a relação vira de longo prazo, acompanhada por uma equipe interna dedicada a influenciadores.

É a mesma lógica que faz sentido por aqui: o torcedor que vive o clube e fala com uma comunidade própria vale mais do que o nome com milhões de seguidores que nunca pisou no estádio.

Criador não tira espaço do atleta

Uma dúvida comum é se mais criadores significam menos protagonismo dos jogadores. Segundo a liga, o efeito é o contrário: os criadores mostram lados dos atletas que o conteúdo oficial não alcança, e isso abre novas portas de audiência. Os bastidores, a chegada ao estádio e a reação ao vivo também ajudam o esporte a conversar com quem não acompanha todos os jogos.

O que isso significa para o Brasil?

O futebol brasileiro tem ingredientes que a MLB precisa construir do zero: paixão de arquibancada, rivalidade, humor de torcida e uma cultura digital muito forte. Os campeonatos nacionais, as transmissões digitais e as redes sociais já formam um ecossistema em que o criador é parte natural do jogo.

Algumas lições práticas para clubes, ligas e marcas patrocinadoras:

  • Acesso vale mais que cachê. Experiência exclusiva, como bastidores, vestiário e tapete vermelho de dia de decisão, gera conteúdo espontâneo.
  • Nicho antes de alcance. Culinária, moda, humor, família e música levam o esporte para públicos novos.
  • Regras claras, criatividade livre. Combinar o que não pode acontecer no estádio evita problemas sem engessar o conteúdo.
  • Relacionamento contínuo. Programas de longo prazo constroem confiança e conteúdo ao longo da temporada, não só nas finais.
  • Pense nas marcas. Patrocinadores que ocupam placas de LED, transmissões e ativações no estádio ganham mais valor quando o conteúdo dos criadores amplia o que acontece dentro do campo.

Perguntas frequentes

Quantos influenciadores a MLB levou à pós-temporada de 2026? Mais de 200, com expectativa de mais de 100 milhões de visualizações, segundo a Marketing Brew.

A MLB paga os influenciadores? Na pós-temporada de 2025, o programa funcionou sem pagamento. A troca é feita por acesso e experiência.

Esse modelo funciona no futebol brasileiro? Os princípios sim: curadoria por nicho, regras claras e relacionamento de longo prazo. O desafio é adaptá-los à realidade de clubes, federações e transmissões daqui.

Como uma marca patrocinadora se beneficia? Quando criadores mostram o jogo, a exposição de placas de LED, transmissões e ativações ganha camadas extras de alcance e de contexto, além do que a TV entrega.

Quer pensar uma estratégia assim para a sua marca?

A Layup Sports coloca marcas dentro do esporte, do LED no campo às transmissões e aos eventos. Fale com a nossa equipe comercial para planejar uma presença que conecte campo, tela e redes sociais.

Fonte: Marketing Brew, “Why MLB invited hundreds of influencers to postseason games”.

Fontes: Marketing Brew, "Why MLB invited hundreds of influencers to postseason games"

CompartilharLinkedInWhatsApp

Vamos conversar

Quer um resultado
assim para sua marca?

A gente mostra onde, quando e como o esporte pode entregar resultado para ela.

WhatsApp