criadores convidados para a pós-temporada
meta de alcance do conteúdo dos criadores
visualizações com 130 influenciadores, sem pagamento
conteúdos publicados, contra 126 em 2025
Em resumo: a MLB, liga profissional de beisebol dos Estados Unidos, convidou mais de 200 influenciadores para a pós-temporada de 2026 e espera mais de 100 milhões de visualizações com o conteúdo deles. Em vez de pagar por posts, a liga entrega acesso, regras claras e liberdade criativa. Para o esporte brasileiro, onde a torcida já é a maior influenciadora, a lição é direta: quem abre a porta do estádio para o criador certo multiplica o alcance sem perder a autenticidade.
O que a MLB fez de diferente em 2026?
A liga americana transformou a pós-temporada em uma grande “casa aberta” para criadores de conteúdo. Mais de 200 influenciadores devem passar pelos jogos decisivos, com acesso que vai além da arquibancada, e a expectativa é de mais de 100 milhões de visualizações.
A filosofia é a de ser o palco: a MLB cria as condições e o criador conta a história do jeito dele. Há orientações para evitar problemas dentro do estádio, como equipamentos de iluminação que atrapalham o jogo, mas não há roteiro imposto.
Os números por trás da estratégia
A evolução em dois anos mostra por que a liga apostou nesse caminho. Em 2024, foram 32 influenciadores, na maioria pagos. Em 2025, a pós-temporada reuniu 130 criadores, sem pagamento, que geraram cerca de 1.150 conteúdos, mais de 86 milhões de visualizações e 7,9 milhões de engajamentos. Na temporada regular de 2026, o programa chegou a cerca de 250 criadores e mais de 300 milhões de visualizações.
No All-Star Week, a liga reuniu mais de 70 influenciadores e passou de 126 para mais de 1.000 conteúdos publicados na comparação com 2025, com alta de cerca de 139% nas visualizações.
Como a liga escolhe quem entra?
A seleção começa pelos nichos culturais: moda, gastronomia, família, viagens e outros universos que não são o esporte “raiz”. O critério é a conexão genuína do criador com o jogo e o respeito às regras. Depois, a relação vira de longo prazo, acompanhada por uma equipe interna dedicada a influenciadores.
É a mesma lógica que faz sentido por aqui: o torcedor que vive o clube e fala com uma comunidade própria vale mais do que o nome com milhões de seguidores que nunca pisou no estádio.
Criador não tira espaço do atleta
Uma dúvida comum é se mais criadores significam menos protagonismo dos jogadores. Segundo a liga, o efeito é o contrário: os criadores mostram lados dos atletas que o conteúdo oficial não alcança, e isso abre novas portas de audiência. Os bastidores, a chegada ao estádio e a reação ao vivo também ajudam o esporte a conversar com quem não acompanha todos os jogos.
O que isso significa para o Brasil?
O futebol brasileiro tem ingredientes que a MLB precisa construir do zero: paixão de arquibancada, rivalidade, humor de torcida e uma cultura digital muito forte. Os campeonatos nacionais, as transmissões digitais e as redes sociais já formam um ecossistema em que o criador é parte natural do jogo.
Algumas lições práticas para clubes, ligas e marcas patrocinadoras:
- Acesso vale mais que cachê. Experiência exclusiva, como bastidores, vestiário e tapete vermelho de dia de decisão, gera conteúdo espontâneo.
- Nicho antes de alcance. Culinária, moda, humor, família e música levam o esporte para públicos novos.
- Regras claras, criatividade livre. Combinar o que não pode acontecer no estádio evita problemas sem engessar o conteúdo.
- Relacionamento contínuo. Programas de longo prazo constroem confiança e conteúdo ao longo da temporada, não só nas finais.
- Pense nas marcas. Patrocinadores que ocupam placas de LED, transmissões e ativações no estádio ganham mais valor quando o conteúdo dos criadores amplia o que acontece dentro do campo.
Perguntas frequentes
Quantos influenciadores a MLB levou à pós-temporada de 2026? Mais de 200, com expectativa de mais de 100 milhões de visualizações, segundo a Marketing Brew.
A MLB paga os influenciadores? Na pós-temporada de 2025, o programa funcionou sem pagamento. A troca é feita por acesso e experiência.
Esse modelo funciona no futebol brasileiro? Os princípios sim: curadoria por nicho, regras claras e relacionamento de longo prazo. O desafio é adaptá-los à realidade de clubes, federações e transmissões daqui.
Como uma marca patrocinadora se beneficia? Quando criadores mostram o jogo, a exposição de placas de LED, transmissões e ativações ganha camadas extras de alcance e de contexto, além do que a TV entrega.
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Fonte: Marketing Brew, “Why MLB invited hundreds of influencers to postseason games”.
Fontes: Marketing Brew, "Why MLB invited hundreds of influencers to postseason games"



